domingo, 9 de janeiro de 2011

Ilusão

Tenho dúvidas se estou vivendo um pesadelo ou se isto é real. Se estiver dormindo, então a verdade somente será quando eu acordar; mas, se estiver acordado, acordar seria morrer.

Não sei se há algo depois. Então, se houver, tudo bem, independente do que fizer por aqui, haverá outra chance. Por outro lado, caso não houver, tudo acabará por aqui. Haver ou não haver... faz tanta diferença assim?

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

A ignorância

A ignorância não seria uma bênção?

Afinal, quanto mais aprendemos, mais percebemos que menos sabemos diante das tantas novas variáveis que se nos apresentam. Até há pouco sentia-me um solitário, agora já não sei se isso faz diferença. A vida não é como uma obra de arte? Ora, às vezes ela pode ser moderna, abstrata; então deixamo-nos enganar pela ilusão, por uma névoa espessa que nos turva a visão...

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Quero uma bebida!

Até parece! Regra da qual eu não abro mão: só bebo quando estou feliz. E não é o caso. Bem, ao menos não totalmente. Estou feliz por ter almoçado, hoje, fritada de arroz com cebolas e um tomate regado a azeite português e vinagre temperado de limão. A carne acabou, mas ainda tinha o tomate. É como aquela história da garrafa de cerveja... enquanto alguns protestam o que já foi bebido, outros observam o que ainda resta.

Preciso me alimentar por mais alguns meses, sinto-me tão fraco... O difícil é saber que estou só e que, por mais que haja pessoas a minha volta, jamais estarão verdadeiramente comigo. Maldita viagem!

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Segundo niver do Já Vi Melhores

Ja Vi Melhores - Blogs comemora o seu segundo aniversário. É muito besteirol, papo irreverente e divertido. Vale à pena acompanhar a cultural baboseira daquele espaço. Os blogueiros são gente muito boa, inteligente e divertida. Se você ainda não viu, confira:

Saudades da galera da sala 03

Hoje finalmente dei fim à história do meu Tok Take, antes que virasse alguma lenda. Não queriam me devolver em dinheiro ou vale-alimentação, insistiam para que eu retirasse em mercadorias, e o crédito era de R$ 40,29. Resolvi deixar a birra de lado e ceder. Cheguei em casa com uma sacola lotada de doces e Club Social, pois não havia salgadinhos (naquele momento) na Tok Take na empresa.

Mas o que realmente me deixou feliz foi reencontrar com algumas pessoas, uma delas (que disse que tinha pouco tempo, somente os 10min da pausa) eu gostaria que me enviasse um e-mail. Quem é saberá se ler este parágrafo.

Agradeço a quem divulgar o meu e-mail entre a galera que concluiu o treinamento junto comigo.

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Quem nos avalia?

Indigna-me ter avaliado o meu desempenho, no qual 8,5 (e não 8) é o conceito mínimo exigido para ser aprovado em alguns testes mal elaborados e que dispõem de 10 questões valendo 1 ponto cada. Como nenhuma vale meio ou qualquer fração de um ponto, errando-se mais de uma, e sabendo-se que as provas são sumariamente eliminatórias, está fora.

Sou desclassificado, após ter logrado nota mínima 9 em todas as provas, ter recebido as minhas credencias (usuário e senha) para começar o trabalho, ouvido que está tudo certo e que sou capaz.

Deveria desconfiar, mas até a surpresa que me aguardaria no dia seguinte, ainda não tinha analisado corretamente os fatos:

- Não fui realmente bem na maioria dos testes (como iria num ambiente inadequado no qual havia ruído excessivo, treinamento insatisfatório mais baseado na memorização e sem praticamente NENHUM MATERIAL ESCRITO para o estudo, salvo as anotações feitas às pressas e que impediam de se ouvir e analisar o que era concomitantemente explicado?), mas a responsável pela sua aplicação, a instrutora, daria algumas das respostas necessárias (a popular "cola", e isso ela não fez apenas para mim). Bem, considerando que fui dispensado por "não atender ao perfil adequado para a função" e supondo que isto seria a respeito da ética, concordando que errei ao aceitar o expediente da instrutora, esta foi correta ao oferece-lo a mim e aos demais? Não teria ela incorrido na mesma falta?

- (As notas a seguir não são minhas) Língua Portuguesa: 01, Legislação: 01, Informática: 03. Ora, por favor, mesmo nas minhas piores avaliações, e sem estudar, para qualquer certame prestado, jamais tive tal "desEMPENHO". Entendo que infortúnios (falecimentos, separações, etc.) aconteçam - já tive vários -, mas sempre mantive o foco em meus objetivos. Bem, manter o foco não deve estar "no perfil" da retenção... Afinal, devemos ensinar mais pelo exemplo, do que por meras palavras.

- Quando uma pessoa se expõe a ponto de dizer que a única verdade é que ela vive, não estaria ela vivendo (gerando) um universo de mentiras? Como eu não havia percebido este detalhe? E se essa pessoa diz para o próprio filho que não fuma, o que não é verdade? Novamente ela incorre em um mau comportamento de caráter, de ética. Bem... no mínimo de falta de conduta! Pior ainda (a PIADA da hora): quando essa pessoa diz não suportar "mentira, falta de palavra, falta de humanidade", o que ela faz?

Bem, agora tenho menos uma "amiga" no Orkut. Menos mal, pois os que lá permaneceram, creio, não são amigos com aspas, são pessoas no mínimo confiáveis, coerentes e retas. São pessoas que não poriam a minha cabeça na guilhotina do desemprego sem ao menos me dar uma chance de provar NA PRÁTICA se tenho ou não "perfil" de retenção de clientes. No mínimo, são pessoas que demonstrariam não mera e falsa insatisfação ao me dar um comunicado de desligamento, mas que DEMONSTRARIAM de fato EMPENHO para que eu tivesse AO MENOS UMA CHANCE!

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Roupa suja!

Incompetência, falta de consideração, desordem e coisas assim me irritam.

Bem, desordem é um dos inimigos que mais tem me incomodado, mas neste ano darei um jeito de extirpá-la da minha vida e voltar a fazer jus do curso TPD-IOB ATP - Treinamento Programado à Distância de Administração Eficaz do Tempo que cursei há alguns anos.

Incompetência nem falarei muito, deixarei nas entrelinhas: hoje aguardei mais de 1h para ser atendido (marcaram hora) para dar baixa na minha CTPS - Carteira do Trabalho e Previdência Social.

Perdoem-me, estou cansado, encerrarei dizendo que fiquei muito triste e chateado por chegar em casa à tarde e não poder lavar algumas roupas devido à máquina estar ocupada. Pior, amanhã pela manhã provavelmente a roupa dos outros condôminos ainda deverá estar lá, como se a máquina não fossem de uso comum, numa flagrante demonstração de falta de organização.

domingo, 2 de janeiro de 2011

Sorriso na voz

A expressão à epígrafe refere-se a algo como "atender (e permanecer) sorrindo", expediente que visa, entre outras coisas, passar a (verdadeira?) impressão de satisfação em atender o cliente.

Percebi, enquanto treinando para atendimento em call center, que o tal "sorriso na voz" não raras vezes retrata ironia ou sarcasmo. Observemos dois breves casos:

  • Primeiro caso (sutil): O operador de call center está com um cliente que vocifera ao telefone, diz-lhe todos os impropérios possíveis. O atendente, nervoso e novato, não diz o script apropriado e deixa-se estressar. Mas ele, não obstante a enorme vontade de xingar o irritado senhor, deixa-se envolver pela atmosfera agressiva do mesmo. Irônico, ao falar com o reclamante, esforça-se para manter o sorriso na voz.
  • Segundo caso (evidente): Ao telefone alguém comunica o falecimento da titular da conta e solicita ao operador o cancelamento da assinatura. Este, com um "sorriso na voz" sugere, seguindo o script no qual não há condolências, que a pessoa pode transferir a titularidade.
O primeiro caso é delicado e têm de ser lidas as entrelinhas, não o abordarei, mas o segundo é de pasmar: ora essa! Morre uma pessoa e o atendente está com  um SORRISO NA VOZ??! E as condolências?! Ora essa, por favor! Há várias outras variáveis a serem qualificadas, entre elas: o timbre (intensidade e altura), a docilidade, a flexibilidade. Também a respiração (clavicular, intercostal e abdominal) deveria ser considerada. Preocupar-se apenas com o tal "sorriso na voz" é coisa de amador, tática ingênua.