terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Quem nos avalia?

Indigna-me ter avaliado o meu desempenho, no qual 8,5 (e não 8) é o conceito mínimo exigido para ser aprovado em alguns testes mal elaborados e que dispõem de 10 questões valendo 1 ponto cada. Como nenhuma vale meio ou qualquer fração de um ponto, errando-se mais de uma, e sabendo-se que as provas são sumariamente eliminatórias, está fora.

Sou desclassificado, após ter logrado nota mínima 9 em todas as provas, ter recebido as minhas credencias (usuário e senha) para começar o trabalho, ouvido que está tudo certo e que sou capaz.

Deveria desconfiar, mas até a surpresa que me aguardaria no dia seguinte, ainda não tinha analisado corretamente os fatos:

- Não fui realmente bem na maioria dos testes (como iria num ambiente inadequado no qual havia ruído excessivo, treinamento insatisfatório mais baseado na memorização e sem praticamente NENHUM MATERIAL ESCRITO para o estudo, salvo as anotações feitas às pressas e que impediam de se ouvir e analisar o que era concomitantemente explicado?), mas a responsável pela sua aplicação, a instrutora, daria algumas das respostas necessárias (a popular "cola", e isso ela não fez apenas para mim). Bem, considerando que fui dispensado por "não atender ao perfil adequado para a função" e supondo que isto seria a respeito da ética, concordando que errei ao aceitar o expediente da instrutora, esta foi correta ao oferece-lo a mim e aos demais? Não teria ela incorrido na mesma falta?

- (As notas a seguir não são minhas) Língua Portuguesa: 01, Legislação: 01, Informática: 03. Ora, por favor, mesmo nas minhas piores avaliações, e sem estudar, para qualquer certame prestado, jamais tive tal "desEMPENHO". Entendo que infortúnios (falecimentos, separações, etc.) aconteçam - já tive vários -, mas sempre mantive o foco em meus objetivos. Bem, manter o foco não deve estar "no perfil" da retenção... Afinal, devemos ensinar mais pelo exemplo, do que por meras palavras.

- Quando uma pessoa se expõe a ponto de dizer que a única verdade é que ela vive, não estaria ela vivendo (gerando) um universo de mentiras? Como eu não havia percebido este detalhe? E se essa pessoa diz para o próprio filho que não fuma, o que não é verdade? Novamente ela incorre em um mau comportamento de caráter, de ética. Bem... no mínimo de falta de conduta! Pior ainda (a PIADA da hora): quando essa pessoa diz não suportar "mentira, falta de palavra, falta de humanidade", o que ela faz?

Bem, agora tenho menos uma "amiga" no Orkut. Menos mal, pois os que lá permaneceram, creio, não são amigos com aspas, são pessoas no mínimo confiáveis, coerentes e retas. São pessoas que não poriam a minha cabeça na guilhotina do desemprego sem ao menos me dar uma chance de provar NA PRÁTICA se tenho ou não "perfil" de retenção de clientes. No mínimo, são pessoas que demonstrariam não mera e falsa insatisfação ao me dar um comunicado de desligamento, mas que DEMONSTRARIAM de fato EMPENHO para que eu tivesse AO MENOS UMA CHANCE!

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